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Análise: estrela de Ricardo Sá Pinto brilha na difícil vitória do Vasco

O segundo jogo de Ricardo Sá Pinto no Vasco coincidiu com seu décimo dia no clube. Se há muito pouco tempo para um parecer sobre o trabalho, o que é possível observar são suas primeiras tentativas de fazer o time funcionar. E elas passam por mudanças nas funções de boa parte dos jogadores. O que explica um Vasco que oscila, vive momentos de dificuldade e demora a definir um jogo que, a rigor, dominou amplamente.

 

Se ainda não teve tempo de moldar o time, ao menos Sá Pinto teve papel vital no duríssimo 1 a 0 sobre o Caracas: o gol decisivo, aos 43 minutos do segundo tempo, veio em passe de Parede e finalização de Tiago Reis, os dois lançados na etapa final. Agora, o time jogará por um empate, em Caracas, para avançar na Sul-Americana.

 

Este novo Vasco tem movimentos distintos dos aplicados por Ramon Menezes. A saída de bola com três homens não tem mais o lateral Henrique junto aos zagueiros. Quem recua é um dos volantes, em geral Andrey. E isto libera mais os laterais: Henrique pela esquerda e Cayo Tenório pela direita iniciam a jogada alguns metros à frente, bem abertos. Com Ramon, Yago Pikachu atacava como meia na direita. Os dois pontas, antes abertos, agora se movem mais por dentro junto a Ribamar, que ontem substituiu Cano.

Se será melhor ou pior não se sabe. Por ora, há um processo natural de adaptação. Dos dois pontas, Talles Magno parece mais à vontade do que Vinícius. Outra individualidade que desponta no início do trabalho é o volante Leo Gil, por quem passam todas as manobras ofensivas, como o cruzamento para Ribamar perder boa chance no primeiro tempo.

Catatau destoa

O problema é que foi a única num jogo em que só o Vasco atacava. O Caracas, que viveu uma saga para chegar ao Rio por causa de problemas para ter autorização para voar até o Brasil, não oferecia ameaça. O Vasco de Sá Pinto tenta chegar rápido ao gol, mas por vezes era mais apressado do que consciente e abusava de erros técnicos nos últimos metros de campo.

Na segunda etapa Sá Pinto dobrou a aposta em fazer Talles Magno frequentar mais o centro do ataque, abrindo corredor para Henrique pela esquerda. Outra vez, o time começou melhor do que terminou. Pressionou muito nos minutos iniciais, recuperou bolas com rapidez e foi muito intenso por 20 minutos. Chegou a ter a grande chance de encaminhar a vitória num pênalti estabanado cometido pelo lateral Casiani em Henrique. Carlinhos cobrou mal e o goleiro Velásquez pegou.

Aos poucos, no entanto, o ritmo do time com a bola diminuiu e o Caracas se via mais confortável. Sá Pinto colocou Parede na direita, na vaga de Vinícius, e Ygor Catatau na esquerda, tirando Carlinhos e definitivamente fazendo Talles Magno jogar como um meia-atacante. Mas o jogo pendia muito para os lados e os cruzamentos se sucediam.

Antes de ver duas de suas apostas serem recompensadas, Sá Pinto viu Catatau durar dez minutos em campo até ser tolamente expulso por golpear um rival. Ainda assim, com dez homens, o Vasco chegou à vitória quando Andrey deu bom passe para Parede cruzar e Tiago Reis decidir.

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