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Análise: paciência e diferencial de Cano são lições do Vasco para a Série B

As palavras de Alfredo Sampaio à equipe do Madureira, ainda no primeiro tempo, resumiram as dificuldades que o Vasco enfrentaria neste sábado, e que devem ser a tônica do restante da temporada. Na vitória por 2 a 1 sobre o Madureira, pela Taça Rio, que garantiu a ida à decisão, a equipe teve uma amostra do quão complicado será furar esquemas defensivos de equipes que buscam o resultado mínimo na vindoura Série B. Mas também soube, mais uma vez, que pode contar com Cano, artilheiro implacável, nessa missão.

— Nosso jogo é reativo. Vamos deixar para administrar o empate no final — dizia o técnico, estimulando que sua equipe recuasse as linhas e desse espaço para os zagueiros do Vasco tentassem construir jogo. A partir dali, a defesa do Madureira fechou espaços e impediu a melhor arma ofensiva do Vasco, os avanços dos laterais.

Numa das raras chegadas, veio a abertura do placar. Zeca recebeu pela esquerda, se livrou da marcação com um bonito corte e colocou a bola na área. Léo Matos desviou para Marquinhos Gabriel completar para as redes.

O Vasco teve pouco mais de 15 minutos para aproveitar o cenário de um Madureira saindo para o jogo antes de sofrer com o nêmesis da temporada: as jogadas aéreas. Humberto completou cruzamento de Juninho e voltou a colocar o tricolor em vantagem pela classificação. Após o empate em 1 a 1 na primeira partida, uma nova igualdade colocaria o tricolor na final, graças à melhor campanha na primeira fase do estadual.

Tranquilidade de Cabo

As palavras de tranquilidade do técnico Marcelo Cabo, no segundo tempo, são animadoras para o torcedor vascaíno. Diferente de temporadas anteriores, a equipe já não é mais como um “castelo de areia”. Um gol não causa mais um desmoronamento moral e pisicológico no time do Vasco. E levar essa característica para a Segundona, que em muitas oportunidades promoverá exercícios do paciência à equipe de São Januário, é essencial.

Além do sólido novo trabalho no futebol, a confiança está em alta, especialmente, no setor ofensivo. Assim que o time do Madureira cansou e Léo Matos e Zeca puderam se projetar mais vezes à frente, a partida ganhou em pressão do cruz-maltino. Marquinhos Gabriel teve finalização tirada em cima da linha e Cano viu um lindo gol anulado, além de uma bola no travessão. Mas a recompensa pela insistência viria logo.

Homenageado pelo Vasco neste sábado, o centroavante argentino recebeu uma placa comemorativa pelos 29 gols, que o elevaram ao posto de maior artilheiro estrangeiro do Vasco no século XXI. A permanência do artilheiro, um raro game changer no futebol brasileiro, como os britânicos chamam os jogadores capazes de mudar partidas em apenas um lance, foi um dos principais acertos da atual diretoria vascaína. 

Saiu dos pés dele o gol da vitória e da classificação, após cruzamento de Matos mal afastado pelo goleiro Felipe, do Madureira. A bola sobrou à feição de um bem posicionado Cano, que não perdoou.

A paciência de Marcelo Cabo deu resultado. A certeza de contar com um centroavante de altíssimo nível, que chegou ao 30º gol pelo clube, também.


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