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Andrey Lopes nega “Cebolismo”, mas diz que o sarrafo do Palmeiras subiu

Andrey Lopes chegou ao fim da sua segunda passagem como técnico interino do Palmeiras com grande vitória sobre o Atlético-MG. Após o triunfo, o comandante desconversou sobre o rótulo do “Cebolismo”, mas reconheceu a melhora da equipe e disse que quer crescer trabalhando ao lado de Abel Ferreira.

“Fico feliz com essa passagem. Trabalho há muito tempo no futebol e às vezes as pessoas não tem o entendimento do todo. Não é que eu fiz tudo, é o dia a dia do clube. Já minha carreira como treinador, não é o ‘Cebolismo’, é um profissional que está aqui e que já tem um tempo no futebol”, contou Andrey em entrevista coletiva após o jogo.

“Não é empírico, tem um porquê, isso sim é fundamental. Vou seguir sempre tentando crescer. Com a chegada do Abel, vou passar coisas para ele, ele vai me passar coisas, e espero crescer”, completou. O interino agora passa a compor a comissão técnica do português, que estreia na próxima quinta-feira, em mata-mata da Copa do Brasil.

Com quatro vitórias seguidas, duas pelo Brasileiro, e o Verdão novamente perto dos primeiros colocados, Andrey ressaltou que o sarrafo do Palmeiras subiu, mas que ele não foi o responsável único por isso.

“Subi o sarrafo do Palmeiras, porque o Palmeiras tem que estar lá em cima, tem que sempre brigar pelas primeiras posições. Mas não foi o Andrey. Tomará que suba mais com o Abel. Fico feliz pelo reconhecimento, mas é o Palmeiras que tem que ser campeão. E temos jogadores, comissão, estrutura e torcida para isso, isso que é o importante”, contou o técnico.

“A equipe não vinha em um momento bom. Estou há três anos no Palmeiras, conheço os atletas – a gente pede por tempo e eu tenho isso aqui. Na estratégia que montamos contra o Fortaleza, que não deu certo, eu já sabia o que poderia ser feito, conheço onde cada um gosta de jogar. E isso ajuda a engrenagem, os atletas também compraram uma ideia, aí claro que teve uma evolução”, completou.


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Confira outros trechos da entrevista coletiva:

Raphael Veiga: “É um conjunto. Ele tem muita qualidade, valência técnicas, de velocidade. Todo jogador pede sequência e ele teve comigo, teve essa confiança. Conseguiu desenvolver essa qualidade. Foi um pedido meu para ele chegar na área. No futebol moderno um meia armador precisa pisar na área, fazer gols. Cobro isso do Zé Rafael, que jogou mais atrás, do Lucas Lima e Scarpa. Tem que pisar na área e marcar também, faz parte”.

Felipe Melo: “O Felipe vinha como zagueiro. A saída de bola com três é uma situação que fazemos, que outro clubes fazem. Com a qualidade dele, do Luan e do Gómez, por que não fazer essa saída com três? Ele executou bem como tínhamos planejado”.

Rony: “O mais importante é o conjunto que propicia a eles esse destaque individual. É um jogador incrível, cumpre a função de marcação. Tem que entender que é um conjunto, não adianta tomar uma ação e os outros não, são 11 dentro de campo. O Rony encaixou nesse modelo, com a velocidade dele, saída mais para contra-ataque, Foi bem também”.

Histórico recente com contra-ataque: “Talvez com o Cuca, Felipão, Marcelo Oliveira o time tenha tido isso. Mas acho diferente. O Palmeiras é muito grande, pode jogar no contra-ataque, também pode jogar mais à frente, com mais posse, vai da característica do grupo, do adversário. É uma estratégia para ganhar determinado jogo, e com a qualidade que eles têm é tranquilo fazer. Ontem fizemos um treino mais ou menos pensando nessa situação”.

Legado do “Cebolismo”: “O Abel vai assumir o Palmeiras, é uma responsabilidade, e eu vou tentar ajudar da melhor maneira possível, vamos construir juntos, o importante é o Palmeiras ir bem. Não é questão de deixar legado, vou ajudar ele para o Palmeiras ser campeão. Legado é o que é feito todo dia, os treinos, a rotina”.

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