Curiosidades

As 14 aranhas venenosas mais perigosas do mundo

As aranhas venenosas mais perigosas do mundo estão espalhadas por diversos países, incluindo o Brasil. A picada de algumas dessas espécies é tão tóxica que pode até matar uma pessoa!

1. Aranha-teia-de-funil

  • Nome científico: Atrax robustus
  • Distribuição geográfica: costa leste da Austrália
  • Habitat: florestas e áreas urbanas

Atrax robustus

A teia-de-funil de Sydney está no Guinness, o livro dos recordes. Sim, essa aranha de presas enormes e assustadoras é a mais venenosa do mundo para seres humanos. A neurotoxina que essa espécie libera no momento da picada atinge o sistema nervoso, podendo levar a pessoa à morte caso não haja tratamento imediato.

As aranhas-teia-de-funil são perigosas por algumas razões, além da potência do seu veneno. Em primeiro lugar porque ocorrem em áreas urbanas, especialmente na capital australiana e seus arredores. Já pensou encontrar uma dessas no jardim de casa?

Outra razão para os australianos temerem essa espécie é o fato dela apresentar comportamento bastante agressivo quando se sente ameaçada. Mexer com a teia-de-funil não parece ser um bom negócio.

De onde vem o nome “teia-de-funil”?

Atrax robustus

As teias-de-funil não são grandes, podendo chegar a 3,5 cm de comprimento (sem contar as patas). De hábitos solitários, elas tecem suas teias em formato de funil (daí seu nome popular) e aguardam pacientemente pela chegada das suas presas.

2. Armadeira

  • Nome científico: Phoneutria (gênero)
  • Distribuição geográfica: sul da América Central e América do Sul
  • Habitat: florestas tropicais e áreas urbanas
Phoneutria
Aranha armadeira da espécie Phoneutria nigriventer, bastante comum no Brasil.

A armadeira, também conhecida como aranha-de-bananeira, é a aranha mais venenosa do Brasil. Por isso, se por acaso você avistar algum dia uma aranha parecida com a da foto acima, afaste-se imediatamente, pois sua picada pode ser mortal.

Armadeiras são aranhas muito agressivas

Uma das características mais marcantes e curiosas desse gênero de aranhas é a sua postura de ataque. Quando se sentem ameaçadas, as armadeiras (que podem chegar a 17 cm de envergadura) se apoiam sobre as patas traseiras e erguem as quatro patas dianteiras, armando o bote. Eis a origem de seu nome popular. Elas também podem saltar até 40 cm.

Phoneutria

A picada da armadeira pode matar

Há oito espécies de aranhas armadeiras, dentre as quais a Phoneutria fera e a Phoneutria nigriventer (esta última ocorre nas regiões Sul, Centro-Oeste e Sudeste do Brasil).Todas elas possuem venenos perigosos, capazes de matar uma pessoa. Em casos leves, a picada da armadeira provoca dor local, podendo se espalhar pela região do corpo afetada. Em casos mais graves, a intoxicação causa sudorese, vômito, taquicardia e edema pulmonar.

Armadeiras têm hábitos noturnos, o que significa que é à noite que elas saem para caçar. Elas não têm residência fixa. Por isso, pode acontecer dessas aranhas irem passar o dia dentro de casa, atrás de móveis, baús, caixas de madeira e até dentro dos sapatos! Sim, elas curtem locais escuros, e nossa casa tem muitos esconderijos bons. Por isso, todo cuidado é pouco.

3. Viúva-negra

  • Nome científico: Latrodectus mactans
  • Distribuição geográfica: Américas do Norte, Central e do Sul
  • Habitat: florestas temperadas, tropicais, pastagens e áreas urbanas

Latrodectus mactans

Ela é pequena, mas bem venenosa. Essa aranha, cujo corpo tem mais ou menos 2 cm (sem contar as patas), tem uma picada bastante dolorida e possivelmente fatal – embora sejam bem raros os casos de morte de seres humanos.

Diferentemente das armadeiras, as viúvas-negras são animais tímidos, nada agressivos. Acidentes ocorrem quando, por descuido, alguém acaba pressionando a aranha, que reage picando a pele da pessoa.

A picada da viúva-negra é conhecida por causar dor forte – uma verdadeira agulhada. O inchaço é praticamente instantâneo, e são comuns sintomas como rigidez muscular e cãibras. O veneno da viúva-negra é neurotóxico, o que significa que ele altera a atividade do sistema nervoso. Vômitos, sudorese, dores de cabeça, problemas respiratórios e taquicardia podem ocorrer em casos mais graves.

É verdade que as fêmeas matam os machos após a cópula?

As fêmeas dessa espécie têm fama de más, mas isso é apenas lenda. De fato, é comum que os machos da Latrodectus mactans morram após a cópula, mas não assassinados pelas fêmeas, como dizem por aí. Quando a cópula acaba, pode acontecer do macho romper seu aparelho reprodutor na retirada, provocando uma lesão mortal. Depois disso, a fêmea pode se alimentar do macho, mas aí é só para repor as energias!

4. Aranha-reclusa-chilena

  • Nome científico: Loxosceles laeta
  • Distribuição geográfica: Américas do Sul, Central e do Norte
  • Habitat: vivem sob pedras, madeiras e troncos (na natureza) e em áreas urbanas

Loxosceles laeta

A aranha-reclusa-chilena é um tipo de aranha-marrom, do gênero Loxosceles. Originária da parte oeste da América do Sul, hoje a aranha-reclusa-chilena encontra-se em várias áreas da América do Sul, podendo ser encontrada em diversos estados do Brasil, como Santa Catarina, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Paraíba e São Paulo.

Por que essa espécie de aranha-marrom é tão perigosa?

Dentre as aranhas-marrons, a Loxosceles laeta é a responsável por provocar os acidentes de maior gravidade, de acordo com os biólogos Adriano Silveira e Maria de Souza, do instituto de ciências biológicas FUNED (Fundação Ezequiel Dias). Além do veneno potente, o que faz dessa espécie tão perigosa, segundo os pesquisadores, é a sua enorme capacidade de adaptação a ambientes domésticos.

Aranhas-marrons, como a reclusa-chilena, pertencem à categoria de animais sinantrópicos. O nome é complicado, mas seu significado é bastante simples. Animais sinantrópicos são aqueles que se adaptam à vida humana, independentemente da nossa vontade, tal como os insetos. A Loxosceles laeta curte viver em microambientes escuros e protegidos dentro das residências, como atrás de móveis, gavetas e até dentro de roupas.

Loxosceles laeta
Close da Loxosceles laeta revelando suas presas potencialmente mortais.

Os biólogos colheram dados de ocorrências de picadas de aranhas-reclusas entre os anos de 2005 e 2015, no estado de Minas Gerais. Foram registrados 446 casos, com dois óbitos. O veneno dessa aranha provoca inflamação, obstrução de vasos sanguíneos e necrose da área picada. Em casos graves, há hemólise intravascular (destruição dos glóbulos vermelhos).

5. Aranha-marrom

  • Nome científico: Loxosceles intermedia e Loxosceles gaucho
  • Distribuição geográfica: Argentina e Brasil
  • Habitat: florestas (sob folhas secas e cascas de árvore) e espaços domésticos
Loxosceles
Loxosceles gaucho é uma espécie de aranha-marrom bastante comum no Brasil.

O gênero Loxosceles é formado por cerca de 100 espécies, dentre as quais a Loxosceles intermedia, que ocorre nas regiões Sudeste e Sul do Brasil. Os acidentes envolvendo aranhas-marrons são bastante comuns por aqui.

Tal como acontece com as aranhas viúvas, há grandes riscos desses animais se alojarem em peças de roupa ou calçados. Pequenas (cerca de 4 cm contando as patinhas), essas aranhas podem se enfiar nos menores lugares (dentro de caixas, sob tijolos e até atrás de quadros). Embora não sejam agressivas, a primeira reação que elas têm quando se sentem ameaçadas é picar. E é assim que ocorre grande parte dos acidentes.

Picadas de aranhas-marrons costumam gerar preocupação, já que a toxina liberada tem efeito necrosante no local afetado (dermonecrose). Em alguns casos, a vítima pode apresentar sintomas como náusea, febre e até complicações renais. É raro, mas intoxicações causadas por aranhas-marrons podem provocar a morte de seres humanos.

6. Aranha-violinista

  • Nome científico: Loxosceles reclusa
  • Distribuição geográfica: América do Norte
  • Habitat: pastagens, sob rochas, cascas de árvores e em ambientes domésticos

Loxosceles reclusa

Também conhecida como aranha-marrom-reclusa, essa prima da aranha-marrom também possui veneno perigoso para os seres humanos. Esse veneno é capaz de matar as células do local da picada, produzindo gangrena. Por isso, em locais onde costuma aparecer esse tipo de aranha, é preciso ter cuidado na hora de vestir uma peça de roupa ou calçar os sapatos.

Por que ela é chamada de “violinista”?

O nome “violinista” tem a ver com uma marca mais escura em seu dorso, que dizem parecer com um violino – o que você acha? O adjetivo “reclusa”, usado por muita gente, refere-se ao fato dela ser uma aranha tímida, que se esconde em frestas e pequenos buracos, tal como as outras espécies do gênero Loxosceles.

7. Viúva-marrom

  • Nome científico: Latrodectus geometricus
  • Distribuição geográfica: regiões tropicais e subtropicais em todos os continentes
  • Habitat: florestas temperadas, tropicais, pastagens e áreas urbanas

Latrodectus geometricus

Se a primeira palavra do nome científico da espécie (aquele que identifica o gênero) for Latrodectus, já sabe: estamos falando das aranhas viúvas, que são venenosas. Há 30 espécies catalogadas de aranhas viúvas, dentre as quais a Latrodectus geometricus, mais conhecida como viúva-marrom (ou viúva-parda) devido a sua coloração.

O veneno das viúvas-marrons é menos tóxico do que o de suas primas, as viúvas-negras. Mas nem por isso devemos pensar que esses pequenos aracnídeos são inofensivos. Levar uma picada de viúva-marrom é improvável, já que esses animais são tímidos e sedentários (ficando quase todo o tempo escondidos em suas teias). Mas acidentes acontecem.

A picada da viúva-marrom produz sintomas locais, como coceira, vermelhidão, queimação, inchaço e dor. Apesar do veneno dessa aranha ser potente e causar bastante incômodo, ele não oferece grandes riscos à saúde de seres humanos. O mesmo não se pode dizer das viúvas-negras.

8. Aranha-de-costas-vermelhas

  • Nome científico: Latrodectus hasselti
  • Distribuição geográfica: Austrália e Nova Zelândia
  • Habitat: pastagens, florestas e áreas urbanas

Latrodectus hasselti

A redback spider (costas-vermelhas) é um tipo de aranha originária da Oceania. Porém, devido ao fato dessa aranha se esconder no meio de objetos e alimentos, ela acabou sendo transportada involuntariamente para algumas regiões da Ásia.

Tal como as outras viúvas, a Latrodectus hasselti adapta-se muito bem ao ambiente doméstico, preferindo espaços escuros e pouco utilizados da casa. Sabe aquele móvel que você não tira do lugar há um tempão? Ou aquela pilha de tijolos que há meses está intacta no quintal da sua casa? É nesses lugares que essa aranha gosta de se abrigar.

Latrodectus hasselti não são agressivas e só agem em autodefesa. O caso clássico de picada por esse tipo de aranha ocorre quando a pessoa vai vestir uma peça de roupa com a aranha dentro. Quando o animal é espremido contra o corpo, ele pica.

Aranhas viúvas picam em segredo

A aranha-de-costas-vermelhas é parente da famosa viúva-negra. Ambas pertencem ao gênero Latrodectus. Aliás, você sabe de onde vem o nome Latrodectus? Esse termo é formado pela junção da palavra latina latro (“salteador”, “bandido”) com a palavra grega dektes (“picada”, “mordida”). Aranhas desse gênero, tal como salteadores, agem em segredo, sem que a vítima perceba.

Em grande parte dos casos, a picada não provoca dor imediata. É como se essa pequena aranha agisse nas sombras, furtivamente. Porém, uma hora a dor chega. E dizem que é bem forte!

9. Viúva-negra-do-mediterrâneo

  • Nome científico: Latrodectus tredecimguttatus
  • Distribuição geográfica: países da região do Mediterrâneo
  • Habitat: estepes, plantações, pastagens, jardins e áreas urbanas

Latrodectus tredecimguttatus

A viúva-negra-do-mediterrâneo costuma incomodar as pessoas que vivem em áreas agrícolas de países da Península Ibérica e do Oriente Médio. Mesmo em países que não são banhados pelo Mediterrâneo, como o Irã, há registros dessa espécie de viúva-negra, apontada como a mais perigosa do país.

Esse tipo de viúva-negra tem uma característica física bastante peculiar que a torna inconfundível: as treze manchas desenhadas no seu abdômen, geralmente na cor vermelha.

Casos de morte por picadas de Latrodectus tredecimguttatus são raros. E hoje em dia já existe antiveneno para casos mais graves. Os primeiros sintomas começam a aparecer mais ou menos 30 minutos após a picada, e incluem dor local, vermelhidão, rigidez abdominal, dor torácica e alterações psicomotoras.

10. Katipo

  • Nome científico: Latrodectus katipo
  • Distribuição geográfica: Nova Zelândia
  • Habitat: vegetação costeira da Nova Zelândia

Latrodectus katipo

Seu corpo tem o tamanho de uma ervilha. Mas seu veneno é bem potente. Bom, quando o assunto são aranhas venenosas você já deve ter notado que tamanho não é documento. Prova disso é que as enorme tarântulas e caranguejeiras são praticamente inofensivas aos seres humanos, ao passo que bichinhos minúsculos como a katipo podem provocar algum estrago.

Não que a katipo seja tão perigosa quanto a viúva-negra, sua parente do gênero Latrodectus. A verdade é que casos de acidentes com a pequena katipo são muito raros, e não há, em toda literatura científica, nenhum registro de morte causada por uma picada dessa espécie. Diferentemente da sua parente neozelandesa Latrodectus hasselti, a katipo vive afastada das cidades, e por isso são raros os encontros com seres humanos.

Katipo significa “ferrão noturno” na língua maori

Dizem que a mordida dela dói à beça. Por falar nisso, o nome katipo vem do idioma maori (povo nativo da Nova Zelândia) e significa “ferrão noturno”. Os sintomas dessa ferroada incluem dor intensa (que se espalha com o tempo), mal-estar, suor e cólicas abdominais. Felizmente, já existe antídoto para o veneno da katipo.

11. Aranha-do-saco-amarelo

  • Nome científico: Cheiracanthium inclusum
  • Distribuição geográfica: Américas do Norte, Central e do Sul
  • Habitat: florestas, pomares, plantações e áreas urbanas

Cheiracanthium inclusum

O nome “saco-amarelo” faz referência à bolsa sedosa (uma espécie de ninho) que essa espécie de aranha tece para passar o dia, escondendo-se de possíveis predadores. Esses sacos são construídos em locais protegidos, como em fendas ou pequenos buracos no solo. O importante é que o local seja seguro.

Se de dia ela se resguarda, à noite a aranha-do-saco-amarelo exibe seus dons de caçadora. Diferentemente de várias espécies de aranhas, a Cheiracanthium inclusum não depende de teias para se alimentar. Suas vítimas são moscas, cigarras e até outras aranhas, que não são páreo para o veneno da aranha-do-saco-amarelo.

Humanos também podem sofrer com essa aranha, cujo veneno tem propriedades citotóxicas – provoca a destruição das células e pode causar necrose na região afetada. Essas aranhas podem apresentar comportamento agressivo, sobretudo as fêmeas quando estão protegendo os ovos.

12. Aranha-da-areia

  • Nome científico: Sicarius (gênero)
  • Distribuição geográfica: Américas do Sul e Central
  • Habitat: caatinga e deserto
Sicarius
Indivíduo fêmea da espécie Sicarius levii, que ocorre no Chile e na Argentina.

As aranhas-da-areia são animais solitários, que vivem longe das povoações humanas. Isso explica por que ela não é considerada uma aranha tão perigosa, apesar de seu veneno ser bastante potente, comparável, por exemplo, ao veneno das espécies de aranha-marrom.

Esses dois gêneros de aranha possuem em seu veneno uma propriedade responsável pela destruição dos tecidos da região picada. Essa propriedade, a enzima esfingomielinase-D, tem efeito necrosante.

As aranhas desse gênero vivem em zonas vastas e bem ensolaradas de países como Chile, Peru, Argentina e Brasil. No Brasil, esses animais ocorrem em toda a caatinga, na região do sertão nordestino. Só no nordeste brasileiro são conhecidas seis espécies diferentes – algumas delas, inclusive, só foram descobertas em 2017.

Pelo fato de viverem isoladas, os contatos com seres humanos são praticamente inexistentes. Prova disso é que só há um registro na literatura médica de acidente envolvendo uma aranha-da-areia no Brasil. Esse caso correu em 1992.

Saiba por que essa aranha tem o hábito de se enterrar na areia

Um dado curioso sobre a aranha-da-areia é o seu método de caça. Sabe o que ela faz para surpreender suas vítimas? Ela enterra seu corpo todo na areia. É a emboscada perfeita!

Veja o vídeo de uma aranha da espécie Sicarius hahni se enterrando na areia:

13. Aranha-rato-de-cabeça-vermelha

  • Nome científico: Missulena occatoria
  • Distribuição geográfica: quase em toda a Austrália
  • Habitat: florestas, matagais e deserto
Missulena occatoria
Os machos da aranha-rato têm a cabeça e as mandíbulas vermelhas.

Essa belíssima aranha pode ser encontrada em quase toda a Austrália, sendo mais comum na região oeste do país e praticamente inexistente no norte.

Nessa espécie ocorre dimorfismo sexual – ou seja, machos e fêmeas apresentam características físicas bem diferentes, a começar pelo tamanho. Fêmeas têm cerca de 3,5 cm de corpo (sem contar as patas), enquanto os machos são menores: 1,5 cm. Outra diferença está na coloração: os machos têm a cabeça e as mandíbulas vermelhas (característica que dá nome à espécie) e seu abdômen é azulado. Já as fêmeas são pretas e marrons da cabeça aos pés.

Essas aranhas caracterizam-se por suas mandíbulas enormes, a exemplo de suas conterrâneas teias-de-funil. Além disso, seu corpo é bastante robusto e suas pernas, curtas. As pernas dos machos são maiores e mais finas que as das fêmeas.

Por que ela é chamada de “aranha-rato”?

Há algumas hipóteses para o nome “aranha-rato”. Alguns dizem que esse nome se deve ao fato dessas aranhas se alimentarem de ratos. Outros afirmam que isso tem a ver com o hábito dessas aranhas viverem em tocas cavadas no solo, tais como os ratos (não vamos esquecer que na natureza os roedores cavam tocas na terra para se proteger).

As tocas das aranhas-rato servem para proteção contra predadores (como escorpiões e centopeias) e para abrigar ovos. Essas tocas chegam a ter 55 cm de profundidade.

Embora essa espécie não seja agressiva, os australianos costumam temer a picada dessa aranha devido à potência de seu veneno. Como não existe antiveneno específico para ela, já se chegou a usar o antídoto da teia-de-funil (a mais venenosa do mundo) para tratar casos mais graves envolvendo aranhas-rato. Até hoje, nenhuma morte humana foi registrada.

14. Viúva-vermelha

  • Nome científico: Latrodectus bishopi
  • Distribuição geográfica: centro e sudeste da Flórida, nos EUA
  • Habitat: florestas na Flórida, como a Floresta Nacional de Ocala

Latrodectus bishopi

É verdade que as aranhas viúvas estão espalhadas pelo mundo. Mas esta espécie em particular só pode ser encontrada numa pequena região de cerca de 20 mil km² no estado da Flórida, nos EUA. Devido a essa distribuição reduzida, essa espécie já é considerada ameaçada de extinção nos Estados Unidos.

A perda de habitat representa riscos à espécie, que geralmente tece suas teias em palmeiras arbustivas nativas da América do Norte, como a Serenoa repens e a Sabal etonia. A derrubada desse tipo de vegetação está fazendo declinar a população de viúvas-vermelhas.

Tal como as outras viúvas, a Latrodectus bishopi é venenosa, embora seja muito raro que algum incidente aconteça. Isso porque, ao contrário das viúvas negra e marrom, essa espécie vive em regiões restritas e afastadas das povoações. Assim, os contatos com seres humanos são quase inexistentes.

Gostou dessa lista de animais venenosos? Que tal dar uma olhada nestas também?

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