Automobilismo

Carro de 2022 já é “uma criança” no túnel de vento

Toto Wolff

O carro de 2022 da Mercedes não é mais um “bebê” nos bastidores em Brackley, de acordo com Toto Wolff, chefe da equipe.

“É uma criança, dando seus primeiros passos no túnel de vento onde nós podemos começar a estimar qual é a direção da performance”, declarou ele à RTL.

De fato, enquanto reduz o desenvolvimento do carro de 2021, o foco principal da Mercedes neste ano tem sido projetar um monoposto para as regras totalmente novas.

“Nós vamos desenvolvê-lo até fevereiro para a especificação que entrará na pista no começo da próxima temporada”, revelou Wolff. “Daqui até lá, em termos de performance, podemos ganhar alguns segundos (por volta)”.

Entretanto, a Mercedes se recusa a simplesmente desistir do título de 2021 a fim de se concentrar no regulamento do próximo ano. Porém, encontrar um equilíbrio é difícil.

“Não há uma regra dourada”, disse Wolff. “Nós paramos o desenvolvimento há algum tempo. A atualização de Silverstone foi fabricada e testada dois meses atrás no túnel de vento”.

Enquanto isso, a Red Bull deixou a atual campeã mundial para trás, mas Wolff insiste que a perda do favoritismo não é um “sentimento anormal”.

“Nós sabemos que os últimos sete anos foram extraordinários”, acrescentou o austríaco. “É um teste. Nós somos os desafiantes agora. Temos de trabalhar para voltar ao topo”.

Segundo Wolff, as mudanças de regras entre 2020 e 2021 “atrapalharam nossos planos” de ter apenas pequenos desenvolvimentos neste ano para se concentrar totalmente em 2022 durante a temporada.

“Nós poderíamos ter evitado isso ou avaliado de modo diferente”, admitiu ele. “Mas assim são as coisas. Agora, vamos lutar para manter o campeonato mundial aberto pelo maior tempo possível e garantir que sejamos competitivos nos próximos anos”.

Nessa situação, Wolff admite que a Mercedes está cometendo alguns erros óbvios.

“Acho que os erros que nós vimos foram incomuns. Poderia ser porque nós sempre tivemos uma margem nos últimos anos. Todos os erros foram bem diferentes – erros humanos, onde talvez nós quiséssemos alcançar algo que nosso equipamento não podia fazer, ou calculamos incorretamente”.

“Nós estamos mais lentos, é claro. No ano passado, ficamos em média um segundo à frente em boas corridas – agora, estamos atrás. E se você tem um carro mais lento, precisa compensar, às vezes exageradamente. E isso é errado”.

“Porque, no fim das contas, o piloto e a equipe que extraírem mais de seu pacote vencerão – sem cruzar essa linha. Caso contrário, você sempre cometerá esses erros. É uma lição. Nós não vamos esquecer isso. Agora estamos lutando pelo campeonato”.

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