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Congresso Nacional será iluminado com frase ‘Holocausto nunca mais’ – Notícias

Em memória dos seis milhões de judeus assassinados pelo regime nazista, que exterminou ainda outras milhões de vítimas de várias crenças e nacionalidades, as torres do Congresso Nacional  brasileiro serão iluminadas, nesta quarta-feira (7), com a projeção da frase “Holocausto Nunca Mais”.

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A iniciativa em Brasília ocorre desde 2018 e marca o Yom Hashoá VehaGvurá (Dia do Holocausto e do Heroísmo), quando o mundo homenageia as vítimas deste período sombrio da humanidade, ocorrido durante a Segunda Guerra Mundial.

“A frase ‘Holocausto Nunca Mais’ nos lembra como este foi um evento único e terrível na história da humanidade. E de como ele deve ser lembrado e compreendido profundamente para que nunca se repita contra qualquer grupo em qualquer lugar do mundo”, afirmou Claudio Lottenberg, presidente da Conib (Confederação Israelita do Brasil), que realiza o evento com o apoio do Congresso Nacional.

Elisa Nigri Griner, diretora da Fisesp (Federação Israelita do Estado de São Paulo), ressalta que, a cada ano, há menos sobreviventes do Holocausto e, por isso, é fundamental que os testemunhos deles fiquem registrados, para que algo assim nunca mais se repita.

“Hoje, mais do que nunca, precisamos recordar todos aqueles que foram assassinados nos campos de extermínio. Vamos entoar o Kadish (reza dos enlutados) em homenagem às seis milhões de almas judias que perdemos na Shoá e alguns milhões de outros povos. Ama ao teu próximo como a ti mesmo. Essa é uma das frases mais importantes da Torá. Shoá (Holocausto) nunca Mais. Am Israel Chai (O povo de Israel vive)”.

Em Israel, as pessoas guardam dois minutos de silêncio, deixando afazeres de lado, para ouvir as sirenes de alarme que remetem à data, sob o lema “lembrar e recordar – jamais esquecer”.

Em São Paulo, também na quarta-feira às 19h, a Fisesp realiza, o “ Yom Hashoá – Ato Central e Virtual da Comunidade Judaica de São Paulo”, com transmissão pelas redes sociais da entidade, vários depoimentos, acendimento de velas e o toque do Shofar (chifre de carneiro, considerado um instrumento sagrado no Judaísmo).

“Cada vez mais se torna importante lembrarmos o ocorrido para que não haja repetições contra quem quer que seja. Vivemos em um mundo polarizado e radicalizado, onde os fantasmas do passado, vira e mexe são trazidos à tona. Nossa missão é mostrar o que é capaz do homem fazer em defesa de ideologias nefastas”, afirma Ricardo Berkiensztat, presidente executivo da Fisesp.

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