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Covid-19. Portugal lembrou hoje vítimas da pandemia

Portugal lembrou esta segunda-feira com um dia de luto nacional as pessoas que faleceram no país por Covid-19 desde o início da pandemia, 2.544 directamente por consequência do vírus, que actualmente está a gerar números recorde de internamentos.

As vítimas mortais da Covid-19 foram homenageadas numa breve cerimónia protagonizada pelo presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, que assistiu à colocação da bandeira a meia-haste e fazer um minuto de silêncio junto à entrada do Palácio de Belém, sede da Presidência.

Os actos contaram também com a presença do presidente do Parlamento, Eduardo Ferro Rodrigues, e o primeiro-ministro, António Costa, que depois se reuniu com Rebelo de Sousa.

A reunião foi pedida por Costa para abordar a eventual declaração do estado de emergência, que já esteve em vigor entre 19 de Março e 2 de Maio, e que nesta ocasião é apresentada como uma necessidade para o Governo ter apoio jurídico para tomar outras medidas no futuro, tais como um recolher obrigatório.

Em Portugal considera-se como certo que um novo estado de emergência tenha o consenso de todos os partidos, pelo que Rebelo de Sousa também recebeu os líderes dos grupos com representação parlamentar para conhecer a sua opinião.

Tudo isto enquanto os dados da segunda vaga do novo coronavírus dão conta de um recorde de hospitalizações, com 2.122 pessoas internadas.

O número de pessoas internadas nas unidades de cuidados intensivos caiu ligeiramente no domingo quando comparado com o recorde estabelecido no sábado, para 284, menos dois pacientes hospitalizados.

No total, o país acumula 144.341 casos confirmados e 2.544 mortes desde Março, com a maior taxa diária de contágios atingida na sexta-feira, com 4.656 infecções e 40 mortes.

Tendo em conta o aumento da pressão hospitalar, 121 municípios do país, que representam 70 por cento da população e incluem Lisboa e Porto, entram em confinamento parcial na quarta-feira.

O modelo de confinamento português, que foi aplicado em Março e Abril, baseia-se num “dever cívico” de permanecer em casa, pelo que as pessoas só deverão sair de casa para actividades essenciais como trabalhar, estudar, fazer compras ou ajudar pessoas dependentes, embora não estejam previstas sanções.

A diferença com a situação de há seis meses atrás é que desta vez as escolas, lojas e restaurantes permanecem abertas -até às 22.00 horas para o comércio e mais meia hora para a indústria da restauração- e permitem-se espectáculos culturais que cumpram as normas sanitárias.

Esta medida, aplicável aos municípios com mais de 240 casos por 100.000 habitantes nas últimas duas semanas, será revista a cada 15 dias para avaliar a forma como a incidência do vírus evolui em cada localidade.

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