Política

Desemprego em massa torna desoneração necessária, diz Guedes

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta 5ª feira (29.out.2020) que o desemprego em massa que se avizinha no pós-pandemia reforça a necessidade de desonerar a folha de salários das empresas. Ele defende a criação de 1 microimposto digital para compensar a queda na receita com a medida –chamado de CPMF pelos opositores.

Guedes citou como exemplo dos possíveis beneficiados pela desoneração os jovens mais pobres.

“Se você pode dar 1 emprego a alguém, com salário mínimo de R$ 1.000 e acaba custando R$ 2.000 para a empresa – é muito para quem paga, é pouco para quem recebe. Discrimina-se justamente o jovem da periferia, que não aprendeu várias línguas, nunca viajou para fora e aí você dá o emprego inicial justamente para 1 jovem de classe média alta, que fala várias línguas.”

Hoje, a desocupação da população de 18 a 24 anos é de 29,7%.

A proposta de criar 1 novo imposto para desonerar a folha enfrenta grande resistência no Congresso. No momento, está congelada. Guedes classificou a falta de debate como “desatenção“, “insensibilidade” e “desconsideração ao brasileiro comum“.

As declarações de Guedes foram durante participação na comissão mista da covid-19 no Congresso. Ele participa da sessão por videoconferência. Assista:

Em dado momento do discurso, o ministro afirmou que o governo acerta no combate aos efeitos da pandemia. Disse que o auxílio emergencial aumentou a renda de diversas famílias.

“Se erramos, erramos pelo excesso. E nenhum arrependimento por isso. Evidentemente, em 1º lugar, estava a saúde dos brasileiros. Esse programa foi bem-sucedido”, afirmou Guedes.

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Fonte: Poder360

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