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Estreando em Olimpíadas, skate tem a atleta mais nova do Brasil e também dos Jogos

O skate será uma das modalidades que farão sua estreia nos Jogos de Tóquio, e, com ele, uma série de jovens atletas ganham destaque nesta edição das Olimpíadas. No Brasil, a caçula de toda a delegação será Rayssa Oliveira, que disputará o “street”, enquanto, pela Inglaterra, a mais jovem será Sky Brown, do “park”, ambas com 13 anos. Seis meses mais jovem que a brasileira, no entanto, a britânica, inclusive, será a mais nova desta edição dos Jogos, quebrando, também, o recorde de seu país.

Nascida em Miyazaki, no Japão, ela é filha de mãe japonesa e pai britânico, dividindo igualmente seu tempo entre o local onde nasceu e os Estados Unidos, mas será pela Inglaterra que baterá o recorde. A skatista pratica as manobras no quintal da própria casa, uma vez que não há pistas para a modalidade em Miyazaki, onde ela passa metade do ano. Além disso, ela não tem um treinador fixo, aprendendo as manobras que executa por meio de vídeos que assiste na internet — embora, esporadicamente, ela treine com o medalhista olímpico de inverno pelo snowboard Shawn White.

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Agora, ela volta suas atenções aos Jogos de Tóquio, para, assim como a sua modalidade, debutar em Olimpíadas. E este não será o primeiro recorde que a jovem irá quebrar. Com apenas oito anos, em 2016, ela se tornou a mais jovem a participar de uma etapa do Vans Skate Park Series, tradicional competição de skate.

 

A modalidade, inclusive, tem se tornado um celeiro de atletas muito jovens para as Olimpíadas. Na delegação brasileira, por exemplo, Rayssa Leal também quebrou o recorde de menor idade para o país em uma edição dos Jogos.

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Segundo os próprios organizadores, a ideia de incentivar a ida de jovens atletas para as Olimpíadas é conquistar o público dessa faixa etária, que vem diminuindo ao longo das últimas edições. Por conta disso, segundo o Comitê Olímpico Internacional (COI), as modalidades estão sempre sob avaliação, para fazer com que os Jogos se tornem mais atrativos também para os mais novos.

— Os jovens ainda têm um interesse incrível nos Jogos Olímpicos. Mas a maneira como estão consumindo os Jogos Olímpicos, o tipo de conteúdo que assistem e as formas e plataformas em que assistem, está mudando fundamentalmente — disse o Diretor de Esportes do Comitê Olímpico Internacional, Kit McConnell, em entrevista à agência Bloomberg.

Versátil e resistente

Curiosamente, o sucesso de Brown não vem apenas das pistas onde pratica skate. Em 2018, na primeira versão do programa de talentos dos Estados Unidos “Dancing with the Stars: Juniors” (Dançando com as Estrelas: Júnior, em tradução livre), baseado na versão adulta da competição (que começou em 2005), ela foi a grande vencedora do torneio, fazendo dupla com o dançarino mirim JT Church.

Em entrevista à BBC, ela revelou ter um carinho especial também pelo surfe, o qual já faz parte do cotidiano agitado da jovem. Mesmo com a pouca idade, ela já tem uma rotina cheia ao longo do dia, mas que também envolve, para ela, muita diversão.

— (Pela manhã) Verificamos as ondas em uma câmera da web, vemos qual praia é boa e depois vamos surfar por algumas horas. De lá, vamos para a escola. Depois, quando terminarmos, terei aulas de violão ou jiu-jitsu antes de ir para a praia, se as ondas estiverem boas, ou para a pista de skate se não for — contou.

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No entanto, a vida movimentada da jovem já trouxe alguns problemas. Em 2020, ela sofreu um grave acidente enquanto treinava skate, tendo fraturado o crânio e quebrado o punho. No entanto, a recuperação foi rápida, dando tempo para que a atleta logo voltasse aos treinos. Mesmo assim, durante o período em que esteve com a mão enfaixada, ela chegou a escrever um livro.

 

— Eu não estava nem um pouco assustada. Eu só queria voltar. Eu estava animada e realmente me senti mais forte. Na verdade, eu queria fazer mais coisas — disse, em entrevista ao jornal britânico “The Guardian”.


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