Automobilismo

F1 – Conceito da Red Bull prejudica Verstappen e seus companheiros

Red Bull

Red Bull e Max Verstappen emergiram como a única ameaça real ao domínio da Mercedes em 2020, mas os Touros poderiam aumentar ainda mais desempenho mudando sua filosofia de desenho?

O ex-desenhista e engenheiro da F1 Gary Anderson acredita que a Red Bull e Max Verstappen se beneficiariam da mudança para o conceito de design de baixo rake empregado por equipes como Mercedes e Racing Point.

A equipe de Milton-Keynes terminou a temporada confortavelmente em segundo atrás da Mercedes, apesar de Verstappen ter sido regularmente deixado para enfrentar Lewis Hamilton e Valtteri Bottas por conta própria, e de acordo com Anderson, as características do carro da Red Bull colocam o holandês em desvantagem.

“Eu diria que a Red Bull tem um pico muito alto de downforce geral”, disse Anderson. “Eles usam um rake muito alto para colocarem asa dianteira perto do chão. Então eles estão trabalhando na asa dianteira muito, muito duro. Eles estão definitivamente trabalhando itens naquele carro que são projetados para ter separação de fluxo de ar.”

“Isso é tudo uma grande coisa, desde que você esteja no controle de tudo, você possa gerenciar tudo e fazer funcionar como você quer. Acho que Verstappen está nesse ponto em que ele entende todo esse sentimento. Ele entende do que se trata. Mas eu realmente vejo isso como um prejuíz,o para ser honesto. E eu vejo isso como um prejuízo provavelmente para Verstappen.”

O conceito de alto rake significa que a Red Bull é capaz de criar mais downforce, e é por isso que eles tendem a se destacar em pistas como Mônaco e Hungria, mas também torna o carro mais temperamental (arisco) e difícil de guiar.”

Traseira muito mais alta que dianteira

Por outro lado, a Mercedes, que esteve em uma liga própria nos últimos tempos, mostrou como o conceito de baixo rake pode ser usado com um efeito devastador, dando aos seus pilotos uma plataforma aerodinâmica estável que lhes permite explorar seus talentos ao máximo.

Além disso, um carro com rake baixo gera menos arrasto geral, o que ajuda o motor nas retas.

“O que me chama a atenção é a Racing Point”, continuou Anderson. “Eles se afastaram dos carros de rake alto e o carro lidou melhor com os pneus e ficou mais consistente para guiar. Nico Hulkenberg foi capaz de pular naquele carro e fazer um trabalho muito bom em ambas as ocasiões com muito pouca preparação. Então tem que ser um carro que seja mais amigável para o piloto.”

Embora Verstappen tenha sido capaz de extrair o desempenho, a história recente está repleta de pilotos que têm grande dificuldade ao sair da Toro Rosso e ir para a Red Bull – ou seja, Daniil Kvyat, Pierre Gasly e Alex Albon – e Anderson gostaria de ver a equipe tentar uma nova abordagem, insistindo que isso até beneficiaria Verstappen no longo prazo.

“Você tem que dar tempo aos pilotos para entrar no carro e realmente entender quando esse pico é utilizável, e quando ele vai morder você”, acrescentou Anderson. “E quando ele morde você algumas vezes, como Albon ou Gasly, é isso, você não vai mais forçar a esse nível. Então você fica lento, daí você é abusado na mídia e descartado pela equipe, e então você tem que sair e tentar levantar o seu jogo novamente.”

“É apenas uma espiral que leva a lugar nenhum, realmente, então se eu fosse a Red Bull, eu estaria tentando garantir que você construa um carro que não tenha esse pico de downforce e dê ao piloto um pouco mais de confiança. Isso pode prejudicar um pouco o desempenho de Verstappen inicialmente, mas tenho certeza que, a longo prazo, seria melhor para ele.”

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