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Fluminense: Sucesso das jogadas de bola parada fazem zaga viver fase artilheira

A boa fase do Fluminense passa diretamente pelos zagueiros. E não apenas em razão dos desarmes ou dos gols evitados. Em 2020, os defensores têm sido importantes também na frente. Ainda que balançar as redes adversárias não seja a função principal, a participação deles na produção ofensiva da equipe chama a atenção. Foram dez marcados até agora. Pode parecer pouco, mas equivalem a 15% do total de 67 feitos pelos tricolores em jogos oficiais.

 

Faltando ainda pouco menos de quatro meses para o fim do Brasileiro, a participação da zaga na artilharia tricolor é superior às de temporadas completas. Em 2019, por exemplo, os zagueiros foram responsáveis por sete dos 91 feitos em todo o ano, o que corresponde a 7,7%. Já os dez gols de 2018 representaram 13,5% da produção ofensiva total (74). Em 2017, o número foi um pouco maior (12), mas ele equivaleu a 10,2% dos 118 marcados.

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A julgar pelo bom momento, é provável que a zaga de 2020 amplie suas marcas até o fim da temporada. Na vitória sobre o Santos, Luccas Claro e Nino guardaram. Os dois lideram a lista de zagueiros-artilheiros do ano. O primeiro já tem cinco. O segundo, três. Digão, com dois, completa.

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Foram oito gols de cabeça e dois com os pés. Em comum, o fato de todos terem saído em lances iniciados por cobrança de bola parada. Uma coincidência que não chega a surpreender, já que os zagueiros são peça-chave das jogadas treinadas pelo técnico Odair Hellmann.

— O Brasileiro é muito competitivo. A marcação é forte, é difícil trabalhar a bola, furar a defesa adversária. E a bola parada vence jogos — analisou Luccas Claro.

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A zaga é o único setor do elenco que não sofre com carência de peças. Além dos três, o Flu também conta com Matheus Ferraz, que ainda não balançou as redes este ano. Seja por suspensão, lesão, Covid-19 ou escolha técnica, os quatro vêm se revezando e têm conseguido manter uma regularidade defensiva. A média de gols sofridos em 2020 está abaixo de um gol por confronto. Hoje, ela é de 0,97.

No Campeonato Brasileiro, esta média é um pouco maior: 1,16. Mas é compensada pelo índice ofensivo: 1,55 gol marcado por rodada. Uma marca que só é possível graças a ajuda de quem vem de trás.

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