Automobilismo

Indy – Helinho explica como usou os retardatários para vencer a Indy 500

Helio caça vácuo de Hunter-Reay

Helio Castroneves explicou como aproveitou os retardatários mais lentos nas últimas voltas das 500 milhas de Indianapolis para bater Álex Palou pela vitória. E foi exatamente como o editor-chefe do Autoracing, Adauto Silva, disse num vídeo momentos após as 500 milhas de ontem.

O piloto de 46 anos disse que tinha que usar os retardatários para ficar à frente de Palou, que era mais rápido do que ele com ar frontal.

“Eu conhecia o potencial do meu carro. Eu sabia exatamente o que tinha que fazer”, disse Castroneves na entrevista de domingo à noite. “Quando vi o tráfego na frente de Palou, eu disse: ‘Tenho que acertar isso porque é isso que vai me ajudar”.

Ficou claro nos treinos que a ultrapassagem era muito mais difícil quando vários carros corriam juntos, disse Castroneves.

“Nos treinos você tem cinco carros, seis carros, todos alinhados, ninguém passando uns aos outros”, explicou ele. “Com 25 voltas nos pneus, acho que ele também não vai conseguir passar por mim”. Isso era o que eu estava pensando. Acabou sendo o pensamento certo”.

Castroneves admitiu que não podia dar voltas tão rápido quanto Palou com ar limpo frontal.

“Ele estava muito bem. Ele era muito rápido”, disse o piloto Meyer Shank. “Os Ganassi fizeram um ótimo trabalho.”

“Eles eram muito, muito fortes sozinhos na pista. Eles realmente eram capazes de fazer voltas incríveis”. Acho que foram quase 221 milhas por hora. Eu mesmo tentei, e não consegui. Decidi apenas esperar pela oportunidade certa”.

Depois que Palou perdeu para colocar uma volta em Felix Rosenqvist, Castroneves fez o que provou ser a manobra vencedora da corrida, ultrapassando o piloto de Ganassi quando eles começaram a penúltima volta. Ele ultrapassou Rosenqvist por fora na curva 1.

“Minhas curvas fortes eram dois e quatro, eu sabia disso”, disse Castroneves. “Era apenas uma questão de esperar pela oportunidade certa.”

“Quando vi o tráfego – na verdade era um monte de carros – fiquei tipo: ‘É isso, não vou esperar porque preciso daquele tráfego para me puxar para conseguir a mesma velocidade usando o vácuo deles’. Quando fiz a jogada, eu disse: ‘É isso’”.

Castroneves descreveu os momentos tensos ao fazer a última volta com Palou em estreita perseguição com eles se aproximando dos carros da frente. “Quando vi Hunter-Reay na minha frente, pensei ‘Será que ele vai me bloquear? O que ele vai fazer? Eu não sei”. Tentei fazer com que Palou não mergulhasse sobre mim. Foi perfeito”.

Tendo se classificado em P8 para sua primeira corrida com a Meyer Shank, Castroneves disse que sabia que tinha um carro rápido para a corrida. “Eu senti que meu carro era muito bom, pois depois da classificação, depois daquele treino, eu disse ao co-proprietário Michael Shank “não toque nele, o carro está muito bom”.

“O carro era tão bom, então eu só tinha que ter certeza de que eu estaria lá no final”, explicou Castroneves. “Assim que os ciclos das boxes chegaram, eu fiquei em segundo lugar com Palou. Pato [O’Ward] veio para brincar um pouco. Eu fiquei como se ‘continuasse fazendo o que estou fazendo, entendendo o que preciso fazer’.”

“Eu estava tendo um pouco de vibração no final, mas isso não me incomodou. Apenas continuei mexendo nas ferramentas certas para mudar um pouco o carro. Quando cruzei a linha de chegada, fiquei tipo: “Você acredita nisso? Eu não acredito”.

Sua quarta vitória nas 500 milhas de Indianápolis veio 12 anos depois de sua terceira. O brasileiro de 46 anos disse que aprendeu muito com os segundos lugares agonizantes em 2014 e 2017.

“Eu perdi muitas corridas em segundo lugar aqui”, disse ele. “Eu fiquei tipo, ‘não dessa vez’”.

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