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Intel pode comprar GlobalFoundries por US$ 30 bi para produzir mais chips | Negócios

Desde que Pat Gelsinger assumiu a liderança da empresa, a Intel tenta voltar à glória de outrora. Esse processo pode envolver até grandes aquisições: a companhia está cogitando comprar a GlobalFoundries, uma das maiores fabricantes de semicondutores do mundo. O negócio pode custar cerca de US$ 30 bilhões à Intel.

Prédio da GlobalFoundries (imagem: divulgação/GlobalFoundries)

Prédio da GlobalFoundries (imagem: divulgação/GlobalFoundries)

Pelo menos é o que informa o Wall Street Journal. O veículo afirma ter recebido de pessoas familiarizadas ao assunto a informação de que a Intel considera fazer a compra para dar forma ao seu plano de produzir chips para outras companhias.

Se o objetivo for mesmo esse, a aquisição da GlobalFoundries faz sentido, afinal, o modelo de negócio desta é justamente o de fabricação de chips para terceiros. A companhia compete com nomes como Samsung e TSMC. Esta última é a líder do setor e conta com clientes como Qualcomm e Apple.

A Intel é uma das poucas companhias que fabricam os próprios chips. Em março, a empresa anunciou o plano de investir US$ 20 bilhões na expansão de sua capacidade de produção de forma a fabricar semicondutores para terceiros.

Expandir a produção implica aumentar o número de fábricas. Mas esse não é um processo simples. Há tanta complexidade envolvida que a construção de novas unidades fabris pode levar meses, talvez anos.

Comprar uma companhia estabelecida nesse setor seria um caminho mais fácil, portanto. A GlobalFoundries mantém fábricas na Alemanha, Singapura e Estados Unidos. A matriz da companhia fica em Nova York.

O negócio faz ainda mais sentido se levarmos em conta que estamos em um momento de escassez de chips. Incorporar a GlobalFoundries poderia fazer a Intel ter mais condições de lidar com a demanda reprimida.

Compra da GlobalFoundries não foi confirmada

Se a Intel estiver realmente interessada em comprar a GlobalFoundries, o caminho rumo a esse objetivo não vai ser fácil. Há obstáculos importantes pela frente. Por exemplo: fala-se, desde maio, que a Mubadala Investment, atual dona, pretende fazer uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da GlobalFoundries até o fim do ano ou, no mais tardar, em 2022.

Outro entrave é a AMD. Por anos, a companhia produziu os seus próprios processadores, mas, em 2008, decidiu se desfazer de suas unidades de fabricação, movimento que resultou no surgimento da GlobalFoundries.

Atualmente, o principal fornecedor de chips para a AMD é a TSMC, mas a companhia também tem um acordo de fornecimento com a GlobalFoundries. Essa relação pode dificultar a aquisição desta, pois o negócio colocaria a Intel como uma fornecedora indireta da AMD, situação que levantaria questionamentos antimonopólio.

A Intel foi procurada, mas se negou a comentar o assunto. A Mubadala Investment também não se manifestou sobre o possível negócio.

Tecnocast 186 – A nova velha Intel

Por muitos anos, a Intel foi sinônimo de inovação em semicondutores, mas finalmente está vendo a sua liderança ser desafiada – tanto em design de chip, como em tecnologia de fabricação.

Neste episódio, conversamos sobre os planos da nova Intel para manter o seu reinado. Dá o play e vem com a gente!


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