Notícias

Ministro Fachin nega parcelamento de multa milionária a Geddel Lima – Notícias

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Edson Fachin negou o pedido da defesa do ex-ministro do governo Temer, Geddel Vieira Lima, para poder parcelar, em pelo menos 20 parcelas mensais, a multa fixada pelo Supremo após condenação pelos crimes de lavagem de dinheiro e associação criminosa no caso do bunker de dos R$ 51 milhões em Salvador (BA).

A defesa alegou que houve bloqueios dos seus bens móveis e imóveis nas operações judicias e defendeu que o ex-deputado era o sustento de sua família com os valores de sua aposentadoria (R$ 13 mil) e os rendimentos de aplicação financeira e previdência privada (R$ 6 milhões).

Fachin, porém, apontou que a defesa não comprovou a incapacidade financeira de Geddel, como prevê a Lei de Execução Penal, para o parcelamento da multa. afirmou também que não havia comprovação de que os bloqueios judiciais atingiram a totalidade dos bens do ex-deputado. 

Condenação

Em outubro de 2019, a Segunda Turma STF decidiu condenar os irmãos Geddel Vieira Lima (MDB), ex-ministro, e Lúcio Vieira Lima (MDB), ex-deputado federal, pelos crimes de lavagem de dinheiro e associação criminosa no caso do bunker dos R$ 51 milhões em Salvador.

Geddel, preso desde 8 de setembro de 2017, Lúcio Vieira Lima e a mãe deles, Marluce Vieira Lima, foram denunciados em dezembro de 2017, três meses após a deflagração da Operação Tesouro Perdido. A operação apreendeu, em 5 de setembro daquele ano, R$ 51 milhões em dinheiro vivo – R$ 42,6 milhões e US$ 2,6 milhões – num apartamento em Salvador, que fica a pouco mais de um quilômetro da casa da matriarca. No dinheiro, foram encontradas digitais de Geddel. Para Marluce, o processo foi desmembrado à primeira instância.

Segundo a denúncia do MPF (Ministério Público Federal), no período de 2010 a 2017, os irmãos Vieira Lima e a mãe praticaram atos com a finalidade de ocultar valores provenientes de crimes: repasses de R$ 20 milhões pelo doleiro Lúcio Bolonha Funaro a Geddel por atos de corrupção na Caixa Econômica Federal; recebimento pelo ex-ministro e o ex-deputado federal de R$ 3,9 milhões do Grupo Odebrecht e apropriação de parte da remuneração paga pela Câmara a secretários parlamentares.

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo