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Nice. Autoridades libertaram suspeito, dois continuam sob custódia

Dois homens, incluindo um tunisino que teria viajado para a Europa ao lado do jovem que executou o ataque na basílica de Nice, continuam detidos, enquanto um terceiro foi libertado, disseram fontes judiciais à agência France Press.

O tunisiano de 29 anos teria viajado ao lado do autor do ataque, o também tunisano Brahim Issaoui, de 21 anos, a bordo do barco que chegou a 20 de Setembro à ilha italiana de Lampedusa, habitual porto de entrada na Europa de imigrantes indocumentados.

O suspeito foi detido no sábado na cidade de Grasse, a 40 quilómetros de Nice. Dois homens, de 25 e 63 anos, foram detidos no mesmo dia no local em que Issaoui estava a viver.

O mais velho foi libertado sem acusações e o outro permanece detido.

Brahim Issaoui, que foi gravemente ferido durante a detenção, permanece hospitalizado: “Já não corre perigo de morte”, afirmou uma fonte próxima à investigação.

Os investigadores que tentam esclarecer o ataque e as suas motivações esperam poder interrogá-lo nas próximas horas.

Brahim Issaoui, que tinha antecedentes por violência e consumo de drogas, deixou a cidade de Sfax, no centro da Tunísia, em meados de Setembro, onde morava com a família.

Ao chegar em Lampedusa,  foi colocado em quarentena ao lado de quase 400 migrantes que viajaram no barco “Rapsodia”, de acordo com a imprensa italiana, antes de desembarcar em Bari, sul da Itália, a 9 de Outubro.

A investigação determinou que Issaoui chegou a Nice na terça-feira. O tunisino foi filmado por câmeras de segurança nas proximidades da basílica um dia antes do ataque com faca em que matou três pessoas, incluindo uma brasileira.

A polícia conta com o uso dos telemóveis encontrados entre os seus pertences e com as investigações na Tunísia para rastrear o seu itinerário, averiguar o motivo da viagem e determinar se teve cúmplices ou recebeu ordens para cometer o ataque.

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