Política

Paulinho da Força vira réu na Justiça Eleitoral por suposta propina da J&F

A Justiça Eleitoral de São Paulo aceitou, na 5ª feira (30.out.2020), denúncia do Ministério Público contra o deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP) por corrupção, lavagem de dinheiro e caixa 2.

Com a decisão do juiz Marco Antônio Martin Vargas, da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, o congressista se tornou réu e terá que responder às acusações de que teria recebido pagamentos não contabilizados durante suas campanhas para a Câmara dos Deputados (2010) e para a prefeitura de São Paulo (2012).

A denúncia é baseada em inquérito da Polícia Federal que resultou na operação Darkside, parceria da Lava Jato com a Justiça Eleitoral. Em 14 de julho, a PF cumpriu mandado de busca e apreensão contra Paulinho da Força. Foram realizadas buscas em seu gabinete, em Brasília, e na sede da Força Sindical, em São Paulo.

De acordo com o MP, o deputado recebeu R$ 200 mil para a campanha eleitoral ao cargo de deputado. Na disputa para a vaga de prefeito, teria recebido R$ 1,5 milhão.

Segundo a denúncia, os recursos foram pagos a título de propina pela holding J&F, que pertence à família dos irmãos Joesley e Wesley Batista.

Esses pagamentos teriam sido feitos por meio da simulação de prestação de serviços de advocacia e em espécie, com doleiros contratados pelo grupo para atuar no esquema. O genro de Paulinho da Força, o advogado Cristiano Vilela, seria sócio do escritório. Ele também é alvo da acusação.

O Poder360 entrou em contato com a J&F e com o deputado Paulinho da Força, mas não obteve o retorno até a publicação desta reportagem.

Em julho, depois de ser alvo de busca e apreensão, o deputado disse que “já são passados 10 anos desde os fatos apontados” e que as contas eleitorais investigadas foram aprovadas pela Justiça Eleitoral.

“Caso os mandados digam de fato respeito a alegado caixa 2 dos anos de 2010 e 2012, a partir da delação da JBS, conforme notícias veiculadas, o deputado lamenta o ocorrido na data de hoje tendo em vista que já são passados 10 anos desde os fatos apontados, sendo que suas contas das eleições de 2010 e 2012 foram aprovadas regularmente pela Justiça Eleitoral”, escreveu.

Em nota enviada ao portal G1, o partido Solidariedade disse que Paulinho da Força “apresentará, no momento oportuno, os elementos necessários a demonstrar sua inocência quanto aos fatos apurados”.

A sigla também afirma que a delação é “sabidamente fraudulenta” e que a atuação da Lava Jato apresenta “viés político partidário”.

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Fonte: Poder360

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