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Pix está substituindo TED e até transações em dinheiro, diz Itaú | Finanças

O Pix já passou de R$ 500 bilhões movimentados desde seu lançamento e já superou o TED e DOC em número de transações, segundo dados do Banco Central. Ele está substituindo até mesmo os pagamentos em dinheiro: é o que diz Marcos Cavagnoli, diretor do Itaú para open banking e gerenciamento digital de dinheiro, em entrevista ao Tecnoblog.

Pix (Imagem: Divulgação / Banco Central)

Pix (Imagem: Divulgação / Banco Central)

“A chegada do Pix pode impactar as receitas de TED e DOC, porém entendemos que o Pix está fomentando a bancarização da população, permitindo que mais pessoas tenham acesso a produtos e serviços bancários”, afirma Cavagnoli por e-mail. “Então, um movimento pode neutralizar o outro.”

Além disso, o Itaú está observando uma substituição gradual das transações em dinheiro graças ao Pix. Isso gera “reduções importantes de custos transacionais, como os atrelados a gestão de numerário, e traz mais segurança para a sociedade como um todo”, diz o executivo.

Pix substitui TED e DOC entre clientes PJ

O Pix é gratuito para pessoa física e MEI, mas pode ser cobrado de pessoas jurídicas. Nubank e Inter têm tarifa zero para esse tipo de transação; enquanto isso, bancos tradicionais como Santander, Bradesco e Itaú possuem taxas para transferência e recebimento via chave Pix ou QR Code.

Cavagnoli diz que “o valor das transações varia de acordo com o montante da operação e depende do perfil do cliente, seu segmento e relacionamento com o banco”; e nota que o Pix é mais barato que outros tipos de transações.

Segundo a tabela de tarifas do Itaú, transferências via Pix feitas por clientes PJ devem pagar taxa de 1,45%, com tarifa mínima de R$ 1,75 e máxima de R$ 9,60.

Mesmo com a cobrança, o Pix responde por mais de 50% das transferências do Itaú entre clientes PJ, ou seja, superou o TED e DOC em número de transações. “Vemos que esse é um recurso amplamente utilizado e acreditamos que a tendência seja só aumentar, considerando as novas funcionalidades que estão sendo programadas”, diz Cavagnoli.

Uma dessas funcionalidades é o Pix Cobrança, previsto para ser lançado pelo BC ainda este mês: com ele, as empresas poderão gerar um código QR definindo a data de vencimento, juros, multas e descontos. É algo semelhante ao boleto, mas com compensação instantânea.

O Pix chegou (Imagem: Divulgação/Banco Central)

O Pix chegou (Imagem: Divulgação/Banco Central)

Itaú e open banking

O Pix gratuito para pessoa física tirou uma das restrições para mudar de banco, e o open banking deve incentivar ainda mais essa migração. Nesse sistema, o cliente pode disponibilizar seus dados financeiros para outras instituições: por exemplo, se você tiver feito um empréstimo, poderá receber propostas de portabilidade com juros e taxas menores.

Cavagnoli vê o Pix como uma oportunidade: “estamos expandindo o relacionamento com nossos clientes atuais e podemos atrair novos, até mesmo com a oferta de novos recursos construídos sobre a infraestrutura do próprio Pix”.

Sobre o open banking, o executivo acredita que o banco possui dois diferenciais: a segurança e inovação baseada em dados. “A obtenção de insights com base na análise de um extenso portfólio de informações tem sido o caminho do Itaú para entender com profundidade quem são seus clientes”, diz Cavagnoli. “O open banking abre espaço para a construção de soluções em patamar mais elevado, com muito mais customização.”

A primeira fase do open banking no Brasil começou em fevereiro, e envolve trocar informações de teste – em vez de dados de clientes – para testar a plataforma. O BC prevê que o sistema esteja operando de forma plena até dezembro de 2021.


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