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Por que o Botafogo recusou uma proposta de R$ 148 milhões por Matheus Nascimento

Dois dias após demitir mais 90 funcionários, em retrato da situação financeira caótica que vive o clube, surge a notícia de que o Botafogo recusou, nos últimos dias uma proposta de um clube português no valor de 23 milhões de euros (cerca de 148 milhões de reais) envolvendo a preferência de compra e uma posterior aquisição do atacante Matheus Nascimento, segundo o site ge. A decisão, que pode ter causado espanto entre torcedores, é uma aposta do clube em um jogador visto como uma jóia sem precedentes.

Existe uma forte crença de que o jogador de 17 anos possa render ainda mais no futuro. Recém-promovido aos profissionais e ainda em processo de adaptação, ganho de massa e desenvolvimento físico, o atleta é dono de um tipo físico naturalmente especial, que alinha altura, força, técnica e capacidade de movimentação. Um “produto” altamente cobiçado pelo mercado europeu.

Com a dificuldade de gerar receitas, impulsionada pela pandemia, a venda de jogadores hoje é um dos principais ativos para fazer caixa, pagar dívidas de curto prazo e salários, e aliviar a apertada situação do clube, que tem dívida total acima de R$ 1 bilhão. Saídas como as de Pedro Raul, João Paulo, Alex Santana e Gustavo Bochecha, por valores considerados abaixo dos que poderiam ser obtidos, retratam o momento atual do clube, que fica de mãos atadas em determinadas negociações.

Montante superaria grandes vendas somadas

Ainda assim, o Botafogo conseguiu fazer três grandes vendas nos últimos anos. Em setembro do ano passado, negociou o atacante Luiz Henrique, que rumou ao Olympique de Marselha. Do montante de 8 milhões de euros, o Botafogo, dono de 40% dos direitos econômicos, lucrou por volta de 3,2 milhões (cerca de R$ 20 milhões, na cotação atual). Em março, vendeu Caio Alexandre por cerca de 4 milhões de dólares (21 milhões de reais) para o futebol norte-americano. O último foi Matheus Babi, vendido ao Athletico, em negociação que rendeu 3 milhões de reais aos cofres alvinegros, em abril.

Mas com Matheus Nascimento, a coisa é um pouco diferente. Visto como uma das maiores joias a surgir na base alvinegra, o Botafogo tenta ser cirúrgico e dar a primeira e a última palavra em uma possível negociação. O montante total da proposta recusada esta semana é mais que o triplo das três grandes vendas citadas. Acertar numa possível venda de Nascimento pode significar a sobrevivência e o desafogo do clube nos próximos meses. Como toda negociação, porém, é um jogo de alto risco.

Para ter voz ativa na decisão, o alvinegro confia na identificação do jogador e da família com o clube, no qual joga desde os 13 anos. Foram várias as sondagens e ofertas ao longo de sua trajetória na base alvinegra, incluindo até uma sondagem do rival Flamengo. No último balanço, o clube revelou que tem apenas 60% de seus direitos econômicos, uma consequência da cessão de 30% deles ao jogador durante a assinatura do contrato profissional, em junho de 2020. Uma fatia alta, mas que selou o ótimo relacionamento entre as partes.

O clube disputará apenas a Série B até o fim da temporada, e a competição será o único cenário para que o mercado europeu observe o jogador. Em março de 2022, Nascimento completa 18 anos e poderá ir diretamente a um possível clube comprador. Um cenário facilitador para o recebimento de propostas.


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