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‘Quero chegar em Tóquio ainda mais preparada’ diz Ana Sátila, ouro na Despensa do Mundo de canoagem slalom

Depois o bronze no prova K1, que é olímpica, no último sábado, dia 17, a mineira Ana Sátila faturou o ouro inédito para o Brasil no C1 no domingo, 18, prova que vai fazer sua estreia nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, adiados para o ano que vem devido à pandemia do novo coronavírus.

A vitória aconteceu na lanço de Tacen, na Eslovênia, da Despensa do Mundo de canoagem slalom.

Mesmo sofrendo uma penalidade de dois segundos posteriormente um toque na limite sete, a brasileira foi a mais rápida da final, com tempo de 93s64. Ela superou a francesa Lucie Prioux (+1s73) e a americana Evy Leibfarth (+3s12), que, respectivamente, ficaram com a prata e o bronze.

A vitória teve sabor de superação, pois, no dia anterior, uma punição de 50 segundos tirou Ana da disputa na prova do K1.

Ao GLOBO, Ana falou da felicidade da conquista, dos desafios de focar numa pandemia e da Missão Tóquio.

Qual a sensação de vencer uma lanço de despensa do mundo da sua categoria de modo inédito pro Brasil?

Foi muito próprio! Me sinto honrada em ter a oportunidade de simbolizar meu país e ocupar uma medalha de ouro significa muito. Trabalhei muito e por muitos anos para chegar onde cheguei e finalmente todo esse trabalho foi representado nessa vitória. Estou muito feliz!

O delonga dos Jogos Olímpicos de Tóquio acabou sendo um tanto proveitoso, indiferente ou dificultador do ponto de vista do seu projeto?

Fiquei um pouco assustada. Não sabia o que esperar e estava preocupada em não conseguir dar perenidade no meu treinamento no Rio. Com o tempo, tudo foi tomando grandes proporções e se espalhando ainda mais. No entanto, nossa preocupação foi cuidar da nossa saúde em primeiro lugar e permanecer onde nos sentíamos seguros. Confesso que no inicio, quando fiquei sabendo sobre o delonga, foi um pouco triste para mim, porque tinha muita vontade de competir, mas foi a melhor solução. Acho que me ajudou bastante e tento aproveitar muito esse tempo que ganhei a mais para treinar mais poderoso.

Porquê você deu prosseguimento à preparação no período da pandemia?

Durante o período de quarentena, eu treinei o tempo todo em morada mesmo. Improvisamos uma ateneu, que ficou super bacana magnífico para a nossa preparação. Em relação ao trabalho na chuva, conseguimos realizar também em um lugar próximo de morada, em chuva paragem, em um envolvente solitário e protegido em Foz do Iguaçu. Depois de quatro meses, voltamos para o Rio para retomar o treinamento na pista olímpica.

Você teve dificuldade de controlar o emocional nesse período que vivemos? Sobretudo pelo totalmente não planejado – e pensado – delonga dos Jogos?

Eu tive muito esteio da minha família, meu namorado e minha mana, que vivem a mesma rotina que eu. Portanto, durante todo esse tempo de isolamento, buscamos ajudar um ao outro ainda mais. Encontrar motivação e, graças a eles e um seguimento psicológico com uma grande profissional, eu consegui manter o foco e treinar muito.

E, agora, porquê está a expectativa para o novo calendário de competições?

Estou muito animada, voltar a competir depois de tanto tempo foi incrível. Quero manter o meu foco e desempenho durante as competições e me preparar ainda mais para os Jogos.

O próximo compromisso de Ana e dos atletas da seleção brasileira de canoagem slalom será a segunda lanço da Despensa do Mundo, de 6 a 8 de novembro, disputada em Pau, na França.

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