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Se a Lua gira, por que vemos exclusivamente uma de suas faces? – 27/10/2020

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Daqui da Terreno é provável ver exclusivamente uma de suas faces, independentemente da idade do mês. Isso acaba dando a sensação de que o planeta é estático, quando na verdade ele gira em torno de si mesmo continuamente. O tempo que a Lua vagar para dar essa volta completa é de 29,5 dias, um período espargido porquê mês lunar.

Mas, logo, por que vemos exclusivamente um de seus lados?

Porque existe uma sincronia entre o tempo que ela leva para dar a volta em si mesma (sua rotação) e o tempo necessário para dar uma volta completa ao volta da Terreno, movimento chamado de trasladação. Essa perfeita sintonia acaba deixando exclusivamente um de seus lados visíveis para nós.

Quer provar? Faça o seguinte teste: enquanto você gira em torno de si mesmo, peça a um companheiro para fazer o papel da Lua e repetir os movimentos do satélite. Uma vez em que a sincronia esteja estabelecida, seu colega não te dará as costas. Muito pelo contrário, vocês ficarão sempre de frente um para o outro.

O lado escuro da Lua e a Terreno, vistos a partir do espaço

Imagem: Divulgação/Nasa

Essa sincronia perfeita entre Lua e Terreno só é provável pela ação da vigor gravitacional entre eles e, principalmente, pelas forças da maré dos oceanos. Segundo o astrônomo Rundsthen V. de Nader, do Observatório do Valongo/UFRJ (Universidade Federalista do Rio de Janeiro), há muitos milhões de anos a Lua era muito mais próxima da Terreno. Conforme ela foi se afastando, a troca de energias com o nosso planeta foi se acomodando e o resultado foi essa sincronia entre os períodos de rotação e de trasladação.

Apesar de também ser conhecida popularmente porquê lado escuro, a face oculta da Lua é bastante iluminada. Ironicamente, ela passa mais tempo recebendo luz solar do que aquela vista por nós, porque não tem eclipses.

“A sombra da Terreno projetada na Lua, que caracteriza os eclipses lunares, cai sempre no lado voltado para nós”, explica o astrônomo Roberto Costa, professor do Departamento de Astronomia da USP.

O lado distante, porquê também é espargido, foi fotografado na dez de 1960 por satélites dos Estados Unidos e da União Soviética. Seu terreno tem algumas diferenças geológicas. É nessa face que se encontra a maior quantidade de crateras, formadas pelo impacto com asteroides, já que é a secção que fica mais exposta. O lado visível tem terreno preponderante de marés e de regiões montanhosas.

Porquê na Lua não existe atmosfera, ventos ou chuvas, não há erosão e todas as marcas de impactos passados continuam visíveis e inalteradas.

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