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Tailândia. Três activistas pró-democracia hospitalizados

Três líderes do movimento pró-democracia tailandês foram hospitalizados este sábado, depois das cenas de caos registadas nas imediações de uma delegacia da capital tailandesa, Banguecoque.

Um tribunal ordenou na sexta-feira a libertação de Panupong “Mike” Jadnok, Panusaya “Rung” Sithijirawattanakul e Parit “Penguin” Chiwarak, detidos há algumas semanas por acusações de sedição, mas a polícia tentou interrogar o trio.

Há vários meses, os manifestantes pedem reformas sobre a monarquia da Tailândia e a renúncia do primeiro-ministro Prayut Chan-O-Cha, um antigo general que foi responsável pelo golpe de Estado em 2014.

As manifestações lideradas pelos estudantes também pedem mudanças na Constituição, redigida pelos militares, e a renúncia do governo, suspeito de perseguir adversários políticos.

Panupong parecia inconsciente quando foi levado para uma ambulância frente
à delegacia. Um portal noticioso local informou que o activista tinha desmaiado depois de ser “estrangulado” por agentes à paisana

Chirawak e Sithijirawattanakul uniram-se a quase 300 simpatizantes diante da delegacia ao longo de várias horas, até a chegada da polícia de Ayutthaya, 80 quilómetros ao norte de Banguecoque para interrogar o trio neste sábado.

“As barras de ferro podem prender as estrelas, mas não a luz das estrelas. No meu coração ainda tenho fé no povo. O vento da mudança, o vento da democracia chegou à Tailândia”, declarou Parit Chirawak à multidão.

Tosaporn Sererak, médico e antigo deputado, estava com os dois líderes quando foram levados numa ambulância durante a madrugada.

“Depois do interrogatório, ‘Rung’ e ‘Penguin’  sentiram-se fracos e foram transportados para o hospital, onde permanecerão por dois ou três dias”, explicou Tosaporn à AFP. O clínico disse que Parit Chirawak tinha fragmentos de vidro na pela devido a uma rixa que envolveu a viatura policial em que foi transportado.

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