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Washington aprova extradição de envolvidos na fuga de Carlos Ghosn

As autoridades norte-americanas aprovaram a extradição de um antigo soldado das Forças Especiais e de seu filho para o Japão, por terem ajudado na fuga do empresário do ramo automobilístico Carlos Ghosn, embora uma juíza tenha suspendido a transferência dos prisioneiros na quinta-feira.

O ex-Boina Verde Michael Taylor e seu filho Peter foram presos em Maio, na região de Boston, devido a um mandado judicial emitido pelo Japão. Um documento da Justiça mostrou que o subsecretário de Estado, Stephen Biegun, aceitou o pedido dos japoneses, ressaltando que o Departamento de Estado tinha considerado o caso “cuidadosa e minuciosamente”.

“Confirmo que a decisão de entregar os Taylor às autoridades japonesas cumpre as obrigações internacionais aplicáveis, bem como os estatutos e regulações nacionais”, destaca o documento, assinado pela assessora legal do Departamento de Estado Karen Johnson. Mas Indira Talwani, juíza federal de Massachusetts, suspendeu a extradição, para dar tempo ao tribunal de rever o pedido dos Taylor para que o caso seja examinado.

Pai e filho afirmaram que receberam um e-mail após as 22h de ontem informando que  seriam enviados num avião de Boston para Tóquio às 13 horas desta sexta-feira. Os dois são acusados de se fazerem passar por músicos e de terem transportado Ghosn em um avião privado, dentro de uma caixa preta usada para transportar equipamentos de áudio.

Os Taylor, que trabalham com o libanês George-Antoine Zayek, argumentaram que não teriam um julgamento imparcial no Japão e enfrentariam acções “opressivas e punitivas”, em violação da Convenção da ONU contra a Tortura.

Os advogados dos Taylor classificaram a decisão do Departamento de Estado de “arbitrária e caprichosa”, além de violadora das leis americanas, bem como do tratado de extradição dos Estados Unidos com o Japão. Eles afirmaram que Tóquio não apresentou provas suficientes em relação ao caso.

Um porta-voz do Departamento de Estado não deu detalhes sobre a decisão e disse que não discute pedidos de extradição pendentes.

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